“Lembranças e Memórias” – Jerry Batista

Arte, Exhibitions
[vc_single_image image=”6766″ align=”left” img_size=”full” img_link_large=”yes” img_link_new_tab=””]

No dia 28 de junho, a galeria de arte A7MA, localizada na rua Harmonia, 95, Vila Madalena, abrigará a exposição individual “Lembranças e Memórias” que conta a trajetória de êxito de Jerry Batista, com 33 anos de idade e 18 de carreira. Para comemorar a maioridade artística, o especialista em graffiti – um dos elementos do hip-hop, também composto por MC, DJ e break – terá um pouco de sua história contada por meio de suas artes.
Suas obras e intervenções estão espalhadas pelo Brasil e mundo desde 1996. Seus traços únicos, com temas voltados à suas lembranças e memórias, já foram apreciados em exposições e grafites na Alemanha( Munique, Berlin, Koln) Amsterdan e França, além dos milhares de muros espalhados por São Paulo, Paraná, Porto Alegre, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro. Suas obras também foram expostas em importantes Centros Culturais Brasileiros como Pinacoteca do Estado de São Paulo, MuBE e Casa das Rosas e Aliança Francesa.
Nascido no Grajaú, Zona Sul de São Paulo, periferia que se tornou seleiro de artistas contemporâneos, Jerry Batista se inspira nas regiões carentes, lugar onde também nasceu e se orgulha, e acredita no trabalho social: “Sempre me preocupei em ter um estilo próprio que transmitisse minhas raízes brasileiras e desde 1996 questionava o sistema, suas falhas em relação à desigualdade social, fome e exploração do ser humano, e vi que pintando muros poderia aumentar o ciclo de pessoas impactadas por minhas mensagens”, conta.

“Numa primeira leitura, esta nova série de pinturas de Jerry Batista me remete ao paradoxo entre o estudo formal e o autodidata. Quando vejo estas carteiras, penso no quanto a linguagem pessoal se solidificou justamente a partir do que não era aceito na escola. Escrever e desenhar nas carteiras são atos subversivos e desafiadores ao sistema escolar. Nosso primeiro contato social se dá em nossa família e o segundo, na escola. A partir do momento que as questionamos, passamos a estruturar nossa individualidade e fortalecer nosso senso crítico. O sistema escolar ainda é antiquado no que tange ao desenvolvimento do indivíduo, muitas vezes este acaba se dando de uma forma autodidata e sem o incentivo da escola. Sem querer cair no discurso piegas de que nossa escola está sucateada e busca padronizar os conhecimentos e as pessoas, acredito que a subversão só é possível justamente pelo sistema nos ter proporcionado parâmetros os quais puderam ser quebrados. Neste sentido, agradecemos a este referencial que hoje nos proporciona esta bela exposição. Outra característica marcante na obra deste artista é a referência à natureza e à espiritualidade nela contida. Elementos como a água e sol ganham vibrações “sonoras” que sugerem fractais e uma visão mais orgânica do mundo. Hora e outra, estas paisagens são assistidas pela figura de uma personagem sem rosto paramentada com um manto e um capacete, similar ao chapéu chinês ou Nón Lá como é chamado no Vietnam, remetendo à cultura oriental e sua visão holística. Esta busca espiritual na própria natureza corrobora o seu desenvolvimento autodidata e confirma o paradoxo da formação do homem ocidental que, pra garantir sua concepção de indivíduo, tem de ir contra o ensino formal, construindo portais para a expansão de sua consciência.”
André Monteiro – Pato Artista plástico e mestre em artes visuais pelo Instituo de Artes da UNESP

[vc_separator icon=”camera”]
[vc_separator icon=”camera”]
[vc_separator icon=”camera”]
[vc_separator icon=”video camera”]

, , ,
Post anterior
“TRANSIÇÕES” – Rodrigo Yokota
Próximo post
“MUITO PRAZER” – Ricardo AKN

Menu