Gleo

“Nada”

ENGLISH VERSION

Who are we behind our masks?

When religion, science and morals are shaken and outside support threatens to collapse, man turns his eyes to himself. So says Kandinsky in his most famous work “Concerning the Spiritual in Art”. For him, the artist has the role of reflecting the hard picture of current times and being a point of light for the human soul, through his language: art. The artist is the one who is on duty to elucidate new paths; his task is to work on himself, to deepen his inner need, creating a spiritual atmosphere.

Arriving in March 2020, in Brazil, the artist Nathalia Gallego Sánchez, better known as Gleo, transformed what was a vacation into a seven-month artistic residency, amid the isolation of the world pandemic. The artist was confronted with her vulnerability, in a moment of detachment, of releasing fear, getting out of her comfort zone. Here, she presents the reflection of her meditative period of self-knowledge and healing. Gleo exposes a more intimate line, punctuating a renewal of her style that still undergoes an intuitive maturation process. The exhibition marks her transition phase, presenting two rooms that mark the artist from before and the artist who is under (de)construction.

The mastery of form is not her ultimate goal, but the structure from an internal, unconscious meaning. Gleo eliminates contours and completion and, by minimizing the shape, finds her maximum expression. The vibrant colors, the predominance of flowers, the artist as protagonist, do not deny: Gleo is still here. But it is different. Dreamlike, stained, diffuse, undefined. Nada was the way in which the artist gave up all layers that were imposed or created by herself. In the epistemological origin, the word Nada, from the Latin, comes from “nato”, the one who is born with something since the beginning. The search for Nada is the constant search for her, Nata, Nathalia.

According to Sartre, in the existentialism bible “Being and Nothingness”, the human being is the portal from which Nada comes into the world. Nada is the engine of human consciousness, it is in Nada that we are free to be who we want to be, within our knowledge of expansion. Nada is the openness to what lies ahead in the field of infinite possibilities. Gleo invites us to be present and to trust in the plunge of emptiness to find the center of our own existence, in what is nato to us, stripped of all our social masks and, therefore, wide of abundant interpretations.

MARINA BORTOLUZZI, CURATOR

 

Exhibition: “Nada”
Artist: Gleo
Location: A7MA – Rua Harmonia, 95C – Vila Madalena
Visitation from September 12th, 2020 to October 17th, 2020, from Monday to Wednesday from 11am to 6pm / from Thursday to Saturday from 11am to 7pm.

Free visit

 

<

 

SPANISH VERSION

¿Quiénes somos detrás de nuestras máscaras?

Cuando la religión, la ciencia y la moral se tambalean y el apoyo externo amenaza con derrumbarse, el hombre voltea los ojos a sí mismo. Así lo dice Kandinsky en su obra más famosa “Sobre lo Espiritual en el Arte”. Para él, el artista tiene el papel de reflejar el oscuro cuadro de los tiempos actuales y ser un punto de luz para el alma humana, a través de su lenguaje: el arte. El artista es el que está al servicio de elucidar nuevos caminos; tu tarea es trabajar en ti mismo, profundizar tu necesidad interior, creando una atmósfera espiritual.

Al llegar en marzo de 2020, a Brasil, la artista Nathalia Gallego Sánchez, más conocida como Gleo, transformó lo que fueron las vacaciones en una residencia artística de siete meses, en medio del aislamiento de la pandemia mundial. La artista se enfrentó a su vulnerabilidad, en un momento de desapego, de liberar el miedo y salir de la zona de confort. Aquí presenta el reflejo de este período meditativo de autoconocimiento y cura. Gleo expone una línea más íntima, acentuando una renovación de su estilo que todavía sufre un proceso de maduración intuitiva. La exposición marca su fase de transición, presentando dos salas que marcan al artista de antes y al artista que está en (de)construcción.

El dominio de la forma no es su objetivo final, sino la estructura a partir de un significado interno, inconsciente. Gleo elimina contornos y refinamiento y, minimizando la forma, encuentra su máxima expresión. Los colores vibrantes, el predominio de las flores, la artista como protagonista, no lo niegan: Gleo sigue aquí. Pero es diferente. De ensueño, manchada, difusa, indefinida. Nada fue la forma en que la artista renunció a todas las capas que ella misma impuso o creó. En el origen epistemológico, la palabra Nada, del latín, viene de “nato”, el que nace con algo desde el principio. La búsqueda de Nada es la búsqueda constante de ella, Nata, Nathalia.

Según Sartre, en la biblia del existencialismo “El Ser y la Nada“, el ser humano es el portal por el que la Nada entra al mundo. Nada es el motor de la conciencia humana, es en la Nada que somos libres de ser quienes queremos ser, dentro de nuestro conocimiento de expansión. Nada es la apertura a lo que se avecina en el campo de las infinitas posibilidades. Gleo nos invita a estar presente y a confiar en el buceo del vacío para encontrar el centro de nuestra propia existencia, en lo que nos es nato, desnudo de todas nuestras máscaras sociales y, por tanto, amplio de abundantes interpretaciones.

MARINA BORTOLUZZI, CURADORA

 

Exposición: “Nada”
Artista: Gleo
Ubicación: A7MA – Rua Harmonia, 95C – Vila Madalena
Visitas del 12 de septiembre de 2020 al 17 de octubre de 2020, de lunes a miércoles de 11 a 18 h / de jueves a sábado de 11 a 19 h.

Visita libre

 

<

 

“Nada” Quem somos por trás das nossas máscaras?

Quando a religião, a ciência e a moral são abaladas e os apoios exteriores ameaçam ruir, o homem desvia seu olhar para si mesmo. Assim diz Kandinsky na sua obra mais famosa “Do Espiritual na Arte”. Para ele, o artista tem o papel de refletir o quadro sombrio dos tempos atuais e ser ponto de luz para a alma humana, através da sua linguagem: a arte. O artista é aquele que está a serviço para elucidar novos caminhos; sua tarefa é trabalhar em si, aprofundar-se na sua necessidade interna,
criando uma atmosfera espiritual.

Chegada em março de 2020, no Brasil, a artista Nathalia Gallego Sánchez, mais conhecida como Gleo, transformou o que era férias em uma residência artística de sete meses, em meio ao isolamento da pandemia mundial. A artista confrontou-se com sua vulnerabilidade, em um momento de desapego, de soltar o medo e sair da zona de conforto. Aqui, ela apresenta o reflexo deste período meditativo de autoconhecimento e cura. Gleo expõe uma linha mais intimista, pontuando uma renovação de seu estilo que ainda passa por um processo intuitivo de maturação. A exposição firma sua fase de transição, apresentando duas salas que marcam a artista de antes e a artista que está em (des)construção.

O domínio da forma não é seu objetivo final, mas sim a estrutura a partir de um significado interno, inconsciente. Gleo elimina contornos e acabamentos e, ao minimizar a forma, encontra sua máxima expressão. As cores vibrantes, a predominância das flores, a artista como protagonista, não negam: Gleo ainda está aqui. Mas está diferente. Onírica, manchada, difusa, indefinida. Nada foi a maneira com a qual a artista abriu mão de todas as camadas que foi imposta ou criou a si própria. Na origem epistemológica, a palavra Nada, do latim, vem de “nato”, aquele que nasce com algo desde o princípio. A busca ao Nada é a busca constante por ela, Nata, Nathalia.

Segundo Sartre, na bíblia do existencialismo “O Ser e o Nada”, o ser humano é o portal do qual o Nada vem ao mundo. O Nada é o motor da consciência humana, é no Nada que somos livres para ser quem quisermos ser, dentro do nosso conhecimento de expansão. Nada é a abertura para o que está porvir no campo das possibilidades infinitas. Gleo nos convida a estarmos presentes e a confiarmos no mergulho do vazio para encontrarmos o centro da nossa própria existência, naquilo que nos é nato, despido de todas as nossas máscaras sociais e, por assim, amplo de abundantes interpretações.

MARINA BORTOLUZZI, CURADORA

 

Exposição: “Nada”
Artista: Gleo
Local: A7MA – Rua Harmonia, 95C – Vila Madalena
Visitação do dia 12 de Setembro de 2020 ao 17 de Outubro de 2020, de segunda a quarta 11h às 18h / de quinta a sábado das 11h às 19h.

Visitação gratuita

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha esse campo
Preencha esse campo
Digite um endereço de e-mail válido.
Você precisa concordar com os termos para prosseguir

Moderação de comentário está ativada. Seu comentário pode demorar algum tempo para aparecer.

Menu