Paisajes digitales - TCHÉ 

TCHÉ nasceu em São Paulo, suas raízes se espalharam por Minas Gerais na infância e São Vicente na adolescência. Suas vivências por onde passou e a influência de seu tutor Geólogo se tornaram pilares de criações, bem como a cultura de rua e os horizontes da cidade.

Da infância guarda memórias das imponentes muralhas das Alterosas e dos mistérios e segredos das minas e tesouros de Vila Rica e Mariana. Em sua adolescência a vastidão do oceano e do abraço das ondas. Quando volta a São Paulo, a cultura de rua direciona a liberdade da expressão e percepção para o horizonte da cidade. Suas pesquisas transitam entre os ambientes naturais e virtuais tendo como fio condutor a contemplação e tributo à natureza.

A exposição “Paisagens Digitais” traz pinturas em tela e esculturas em aço soldado, que discutem as relações entre a paisagem natural e a paisagem virtual, já que nosso olhar é constantemente mediado por telas como as de celulares, televisões, computadores e etc. Essa interação nos leva a moldar e a reestruturar o modo como nos relacionamos com a realidade e com a natureza. A relação com a natureza se firmou e teve influência no cotidiano doméstico do artista, que tem gravado na memória uma frase em especial: “A natureza é feminina e como tal, caprichosa, esconde seus segredos, só revelados aos iniciados” *.

De modo astuto, TCHÉ faz um paralelo com os algoritmos secretos da natureza e os algoritmos da era digital, que se conectam para que sejam decifrados em suas telas artísticas luminosas. 

Estruturas cristalinas, feições morfológicas e a dinâmica das águas são expressas com o forte impacto visual das formas e cores.

A raiz primária provém da poeira das estrelas gerada no cosmo. Os átomos ligados em estruturas cristalinas, ordenados geometricamente, constituem a matéria sólida. A geometria do DNA gera a matéria viva. Composições geométricas, precisamente organizadas, constituem os códigos primários que refletem as obras da natureza: a GeologiMetria (como gosta de denominar) que identifica a geometria pela qual a natureza se expressa.

Segundo o artista, ”na atualidade o nosso horizonte de contemplação se reduz à palma da mão com o celular, todas as paisagens passam a ser virtuais”, principalmente neste momento de introspecção em que o isolamento forçado e a cibernética aceleram o processo reducionista.

Assim o espectador é convidado a um mergulho em uma arte que desafia a identificação dos códigos “geologimétricos” da natureza que a partir da sua contemplação visa conduzir o observador a espaços interiores de visitação e revisitação.

“A natureza é feminina e como tal, caprichosa, esconde seus segredos, só revelados aos iniciados”

Juarez Fontana

 Geólogo e mentor do artista quando jovem.


Exposição Paisagens Digitais
Abertura: 05 de novembro, a partir das 15 horas
Visitação:  Aberto de segunda a quarta das 11h às 18h de quinta a sábado das 11h as 19h

Onde: A7MA Galeria – Rua Harmonia, 95, Vila Madalena, SP
Contato: contato@a7ma.art.br
Telefone: 11 2361-7876

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