Investir em arte é um bom negócio?

por Aline Anzzelotti

Investir em arte lembra um burguês de robe estilo o dono da Playboy, com um drink “Cosmopolitan” em uma mão e um charuto na outra. Mas, será mesmo que ainda é assim? Será que você precisa ser rico para ser um investidor desse nicho? A resposta é um NÃO assim em caixa alto mesmo que é pra situar.

Primeiramente, precisamos popularizar os dados sobre o quanto o mercado de arte movimenta em média ao ano. Poucos sabem que estamos falando de R$ 260 bilhões só no ano de 2017 por exemplo. E esse dado saiu do relatório anual feito pelo grupo Art Basel. E esse dado mostra um crescimento de 6% comparado ao ano anterior.

Só no Brasil, a arte movimenta em torno de R$500 milhões ao ano. Esse é um valor que é até difícil de acreditar, mas isso é porque estragaram nossa educação e empobreceram nossa cultura brasileira. O cidadão brasileiro tem tantas prioridades e até problemas a enfrentar, desde a sua colonização, que a arte ficou falha por aqui.

Dom Pedro II revolucionário

Dom Pedro II até tentou, alias, poderíamos falar por horas e horas sobre esse menino que foi abandonado aqui no Brasil sem pai nem mãe, mas que trouxe tantas coisas positivas para a terra que nunca o abandonou. Assim, trouxe até a fotografia para nós, bem no início da sua invenção e uma múmia egípcia para completar o acervo de um museu que ele fundou na época.

Enfim, Pedrão sabia das coisas, mas porque tinha estado por muitos lugares no mundo onde as pessoas tinham a cultura de valorizar o trabalho de artesãos e de todos que criavam com seus próprios recursos. Porque onde a arte é valorizada, existe uma cultura que dá valor para quem cria, para a beleza e imaginação, para o novo e para o próprio criador também.

Mas o Brasil não se desenvolveu dessa maneira. Primeiro, por ser um país muito jovem, e talvez também por ter ainda tantas questões básicas de suma importância por desenvolver. Porém, essa é a realidade, a confusão de valores que o povo, embora não de maneira geral, carrega pela vida.

O que é preciso

Em contrapartida, os números da vida real, vem mostrando que a arte nunca cresceu tanto no país. Tanto exportação quando comércio há alguns anos a curva de crescimento vem sendo significativa e até trazendo mais esperança para os inúmeros artistas brasileiros.

Diferente do que todo mundo pensa, não é necessário ter grandes quantias para investir em arte. O que realmente é preciso ter, é visão e entendimento sobre valorização. Com essas duas habilidades e uma quantia razoável, por exemplo um aporte de R$500,00 é possível ir criando um patrimônio, tanto físico como em ações, e que esse patrimônio dê frutos a longo prazo.

Alternativas

A princípio, para os pequenos investidores há opção de esculturas, gravuras, telas, fotos e diversas outras opções dos mais diferentes artistas. Quanto mais renomado o artista, mais valorosa é a obra. Também, quanto mais projetada a carreira do artista e perspectiva de crescimento, mais será o retorno a longo prazo.

Colecionadores são investidores, com ou sem intenção. Existem os que compram itens por paixão e os mais profissionais, que compram visando exclusivamente o lucro. Ambos são investidores, correndo mais ou menos riscos. Como o mercado é muito amplo, existem diversas alternativas de aplicação.

Além disso, o investidor também pode realizar aportes em fundos de investimento. Nos últimos anos os fundos de investimento em arte cresceram muito no pais. Eles funcionam como um acervo que vai valorizando com o tempo e também vai angariando cada vez mais peças para sua coleção.

Precauções

Cuidados são necessários em qualquer tipo de investimentos e não é diferente com a arte. Assim, para investir, seja cauteloso, observador e entenda que o grande lance que mitifica o mundo da arte, é que é um mercado de risco e liquides, é necessário buscar informação e ser muito atento a tudo que acontece. Mas, quem investe em investir, se destaca e colhe bons frutos.

Os frutos nos lembram também de algo muito importante, é que isso significa longo prazo. A arte é como um filho ou uma arvore, que precisa regar e cultivar por tempos até o dia de frutificar, mas esse dia chega e frutifica dos frutos colhidos também.

Escolha de obras de arte

Sempre é bom investir em algo que nos agrada, então o mais natural é adquirir aquilo que gostamos e nos chama atenção, mas saber sobre arte é uma característica importante. Não é necessário ser especialista, mas é fundamental saber pelo menos a história da arte, estilos e movimentos.

Ainda, convém se interessar pela vida do artista, saber qual é a trajetória que ele vem traçando para poder projetar alguma ideia. Frequentar galerias e eventos de arte também são obrigatórios, por questões óbvias, já que são nesses lugares que as oportunidades aparecem.

Importante também é a segurança de sua coleção. Assim, se puder fazer um seguro e manter seu patrimônio protegido será uma atitude prudente. Construir uma coleção requer tempo, vontade e um sentimento pelo mundo da arte, então o valor agregado é muito maior do que se pode calcular na verdade.

E você, já investiu ou já pensou em investir em obras de arte? Qual sua opinião sobre este investimento? Compartilhe sua opinião conosco!

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