Em sua nova exposição individual batizada de ‘ENIGMA’, o artista Marcelo Ruggi apresenta a partir de 08 de outubro telas, esculturas e objetos que materializam sua visão de luz e sombra a partir das ruínas dos dias de hoje.

Tché é um dos fundadores da A7MA e nessa exposição tem a oportunidade de mostrar seus últimos trabalhos, que estão enformados por interesses há muito perseguidos, como as diferenças e semelhanças da arte da tela e das0 esculturas, do papel dos objetos no espaço de criação e  da influência da rua na arquitetura urbana, que transforma o artista a partir de seus  escombros. No caso de Tché, a partir dos vidros quebrados das casas que visitava para grafitar e que lhe presentearam com uma geometria que se tornou matéria prima principal para seu processo artístico, os traços triangulares.

Segundo a crítica de arte Julia Bolliger, o artista adotou os fragmentos desta resposta misteriosa para destilá-lo pouco a pouco em seu repertório, fosse fundindo em ferro, sobrepondo camadas, pressionando em tinta e magnetizando campos. Construiu o enigma de uma pirâmide impossível.

Na exposição ENIGMA, Tché propõe um ambiente místico ao visitante com labirintos de pirâmides, instalações pendulares, pinturas e campos imantados. Peças de ferro afiadas contrastam com a suavidade do piso, peso e leveza, cores e penumbra, compartimentos abertos e fechados.  “Eu penso que não só com graffiti, eu tenho possibilidades de conversar com a cidade de várias formas e a manifestação em que me coloco vem da vontade de contracenar com ela” finaliza o artista.

Sobre Tché Ruggi

Teve o primeiro contato com a arte bem jovem, explorando materiais tridimensionais como argila. O ambiente e o espaço, sempre lhe causaram impressões interessantes, principalmente na cidade. Em 2000, teve o primeiro contato com a arte do graffiti, quando preferiu se resguardar e estudar para mostrar coisas interessantes as pessoas e não só o que via pelas ruas.

Formado pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo em 2006, nessa época reiniciou a pintura na cidade, carregando as características de transgressão do graffiiti e pixação. Em 2008 foi um dos fundadores do atelier 132, que originou o Coletivo132, um coletivo de artistas de graffiti. Em 2012 fundou com sócios o espaço A7MA de arte e cultura.

Seus trabalhos margeiam a valorização da vivência como memória e bloco construtor, seja na síntese de um pensamento, uma reflexão de mundo, ou usando as esculturas como arquiteto do corpo, construindo objetos sólidos, com chapas de aço e latas usadas de spray soldadas.

Tché Ruggi, define cada momento com uma lâmina e sua palheta terrosa define suas formas, movimento e estruturas em meio ao universo criado em seu próprio mundo.

Sobre a A7MA

A A7MA é um espaço independente de arte e cultura localizado no bairro da Vila Madalena – São Paulo. Resultado da união entre os artistas Enivo, Jerry Batista e Tché Ruggi (COLETIVO132) e os gravuristas Alexandre e Cristiano Enokawa (FULLHOUSE), a A7MA apresenta exposições mensais de artistas emergentes no circuito da street art mundial, valorizando a multiplicação e o compartilhamento de informações e conhecimentos adquiridos por meio de intensa pesquisa e prática, reunindo e sensibilizando variados públicos e gerações, pertencentes ou não ao universo que permeia a arte urbana. Ressignificando comportamentos e conceitos com autenticidade e acreditando na vanguarda, representa a arte que nasceu nas ruas e ganha, dia a dia, visibilidade e reconhecimento no mercado e na história da arte.

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